
O tiro ainda dorme tranquilo,
na consciência de quem atirou.
A bala de endereço perdido,
e encontro marcado comigo.
O dedo no gatilho e um alvo,
a morte e o meu corpo.
Cospe a bala, culpa a rua
a violência me pergunta de um mundo sem qualquer resposta tua.
Os jornais nunca deixam marcas e vivos,
os heróis aqui também são bandidos.
Inocente? Atira!
A verdade no calibre da mentira.
As noticias que não enxergam saída,
se não matar mortos e esconder a vida.
Rode o tambor,
a roleta russa começou.
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Música escrita com Lucas Nobuo, sujeito que rabiscou no verso de um verso a nossa amizade, malandro que levou em seu violão os nosso porques, amigo que ensinou a fé de um irmão.
