1 de julho de 2009

Roleta Russa



O tiro ainda dorme tranquilo,
na consciência de quem atirou.
A bala de endereço perdido,
e encontro marcado comigo.
O dedo no gatilho e um alvo,
a morte e o meu corpo.
Cospe a bala, culpa a rua
a violência me pergunta de um mundo sem qualquer resposta tua.
Os jornais nunca deixam marcas e vivos,
os heróis aqui também são bandidos.
Inocente? Atira!
A verdade no calibre da mentira.
As noticias que não enxergam saída,
se não matar mortos e esconder a vida.
Rode o tambor,
a roleta russa começou.

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Música escrita com Lucas Nobuo, sujeito que rabiscou no verso de um verso a nossa amizade, malandro que levou em seu violão os nosso porques, amigo que ensinou a fé de um irmão.

Destruir - a - si


Um homem de verdades, nunca usa balas. Não engatilhe perguntas, o momento não verbaliza respostas. Os desejos em murro, soco, chute, só sangue.
Quem sentiu o gosto de sangue na boca, cospe poder. Quem usou os punhos como arma, não esconde cicatrizes na alma.
Gritos, berros, coração disparado, disparo o sentimento de vida em meu peito, quando desejo a morte.
Uma mistura eufórica com a felicidade, a minha mão na sua cara, a minha força em sua derrota, eu sou sobrevivente da minha própria guerra.
Inquietante nível de adrenalina e quieto nível de racionalidade.
A violência mais cara é a gratuita, violento sentimento puro que não depende de nenhum outro pra existir.
Quem quebrou a dignidade em alguns ossos alheios, se fez indigno? Bater ou morrer? Viver pra nunca perder. Quem perdeu fui eu ou você?
A única forma de entender é sentir e a única forma de sentir é realizar.

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Texto Escrito com João Filipe:
João é Jão, não por apelido ou diplomacia.É assim porque o mundo diz sim, se o mundo soubesse que todo mundo quer terminar os caminhos na casa do Jão.

Maria, Maria, Maria.



De quatro a oito pontas,
dos pontos que atraem o meu olhar.
Dos olhos que brilham ao ver,
as estrelas que insistem em brilhar.

Um símbolo, um desenho, um colar,
o norte do meu sonhar.
És pra sempre o nosso elo,
tão forte e que tanto reluz

Uma verdade que aponta,
no céu, no mar, nas constelações.
Sentimento que não se conta,
em dois corações.

Reflita o céu em todo mar,
conta rio,lago e oceano
Brilha brilho,
que nunca me engano.

Luz do teu sorriso,
e encontro com o infinito.
Olhos fechados,
pra anoitecer.

* Texto escrito com Keity Finotti.
Moça que é ainda menina quando sorri, sorriso que podia ser manchete das notícias que ela irá escrever.

Bezerra


O hábito faz monge e os botecos me fazem, políticos aparecem em todo lugar e eu me escondo. Troquei a tv por uma janela e o meu ofício por viver. Chamo de viver, aquilo que mata todo mundo. Em três, duas, uma palavra e já ouço o que os ouvidos pedem. É. As prioridades são outras, se conto vai duvidar. Mas é. Não esquento com pouco e bocejo enquanto o silêncio fala mais alto que todo mundo. Me chamam de cara de pau, malandro, vagabundo, esperançoso, brasileiro. Não sou de adjetivos. Eu não. Sou e sou. É o que eu penso e não consigo guardar. É o que você vê e não acredita, a sua cegueira é o que eu vivo, é onde encontro a paz de ser. Você é?

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Texto escrito com Phillipe Rene dos Santos.
Sujeito que é adjetivo, malandro de verba estadual e que joga futebol com as mãos.

44+1


Bem vindo,

O quarentaecinco é um novo projeto de blog.
Cada semana algo ou alguém novo passará por aqui e deixará um texto, duas cabeças e quatro mãos.